O testosterona é o principal hormônio
androgênico e anabólico, sendo produzido naturalmente pelo organismo masculino
(testículos) e em menor quantidade pelos ovários e glândulas supra-renais na
mulher. É sintetizado a partir da degradação do colesterol (gordura).
No homem são produzidos cerca de 10
mg por dia enquanto a mulher produz por volta de 0,25 a 1,0
mg/dia.
O pico hormonal ocorre por volta dos 17-18 anos de idade, mas com o passar do tempo, geralmente
após os 50 anos, a produção deste hormônio tende a cair tanto em homens quanto
em mulheres. Os efeitos desta diminuição são: queda da libido, redução da massa
muscular, perda da densidade óssea e força e faz ainda com que o corpo deposite
mais gordura nas células.
Função: possui basicamente 2
funções. Com a função androgênica ela atua no desenvolvimento das
características sexuais masculinas (barba, voz, órgãos sexuais e produção de
espermatozóides). Como anabólica este hormônio atua principalmente no
crescimento de ossos, ganho de massa, diminuição da gordura corporal e
desenvolvimento de praticamente todos os órgãos do corpo.
Ganho
de massa: o hormônio é imprescindível para o ganho de massa porque através de uma
cascata de reações bioquímicas é capaz de estimular o aumento de força e da síntese
protéica.
Alguns alimentos e nutrientes
específicos devem fazer parte da dieta para otimizar estes ganhos. Destaco
alguns abaixo:
1)
Gordura: Sendo a testosterona um derivado do
colesterol, devemos ingerir diariamente gordura. Ótimas fontes deste nutriente:
amendoim, azeite extra-virgem, abacate, peixes, nozes, castanhas, amêndoas,
linhaça e óleos vegetais como soja, canola e girassol. Nunca é demais lembrar
que devemos evitar as gorduras saturadas e trans, como margarina, manteiga e
aquelas aparentes que acompanham os cortes de carnes. Lembre-se que nosso
organismo já produz colesterol naturalmente, não sendo necessário ingeri-lo em
excesso, pois ele já vem agregado nos alimentos de origem animal que comemos
todos os dias.
2)
Vitamina C: Demonstrou ser eficiente no controle
do cortisol (hormônio de ação catabólica que abaixa os níveis de testosterona).
Fontes: Frutas cítricas, como limão, laranja, maracujá, acerola, morango,
tomate;
3)
Zinco: A carência deste mineral dificulta a
liberação da testosterona nos testículos. Não estando livre na corrente
sanguínea o hormônio não consegue desempenhar suas funções, sendo o anabolismo
muscular uma delas. Boa fontes: Nozes, Castanhas, Carnes em geral, Salmão, fígado;
4)
ZMA
(Aspartato de Monometionina de Zinco): Fórmula patenteada à base de minerais e encontrada
em suplementos comerciais. É um composto que irá estimular a produção natural de
testosterona pelo organismo. Essa produção não irá ultrapassar os níveis fisiológicos
do organismo, não trazendo dessa forma os efeitos colaterais associados ao uso
do hormônio em si, como por exemplo, quanto se usa testosterona exógena
injetável.
5)
Tribullus Terrestris: Planta originária da Índia. Através
de alguns estudos foi descoberto que o T. T aumenta os níveis dos hormônios testosterona,
LH, FSH e estradiol. Esse aumento causado pelo Tribullus
terrestris promove síntese de proteínas, balanço positivo de nitrogênio, melhorando
também o stress muscular;
Vale lembrar que tanto o ZMA quanto o
Tribullus apesar de serem suplementos não farmacológicos, o correto e mais
sensato seria que o praticante de musculação passasse por uma avaliação
profissional para determinar através de exames bioquímicos a quanto está o
nível de testo e aí sim sugerir uma suplementação que de um “up” na estimulação
natural deste importante hormônio.
RONEY FERREIRA DE PROENÇA
Nutricionista Esportivo
CRN-3 27016